• Gabriela Mund

Adulto Índigo: Qual é o seu sonho?

Amo esse assunto! Amo! O que seria da vida se não fossem os nossos sonhos?


Desde pequena eu tive sonhos... sonhei alto... voei nas asas da imaginação, criei um mundo lindo para mim. Tudo era alegre, tudo era parte de mim! Havia integração, leveza e uma infinita sensação de liberdade.


Mas aí eu cresci. Eu ADULTECI. Eu adoeci.


Eu resolvi ser o que eu não era. Fiz uma escolha, fiz vestibular, passei e comecei. Comecei a me perder... Achei um emprego e perdi ainda mais... Eu era uma boa profissional e aí continuei me perdendo... Me perdendo de mim...


Dentro de um escritório, cumprindo um horário rígido, entrando quando o dia amanhecia, e saindo quando já estava escurecendo, eu me perdi de vez, e nesse tempo eu já nem percebia mais.


Casei, tive filhos, construí uma família e de repente, eu vivia uma vida que não era mais minha. A personagem havia tomado conta! Ela dominava a situação! Ela mandava e desmandava e eu mesma, não tinha mais espaço. A máscara não saia mais quando eu ia dormir, ou quando estava sozinha...


Eu havia me perdido e outra personalidade tinha tomado meu lugar... Uma parte de mim... uma parte ofuscada daquilo que um dia eu tinha sido... e ainda mais distante daquilo que eu sonhava em ser.


Há uns anos atrás percebi que não sabia mais do que eu gostava. Não tinha hobbies, não tinha preferencias... tudo estava bom! Ou na verdade, tudo era ruim! Mas eu já nem sabia mais!


Precisei então ir atrás de mim e retomar a vida de onde parei. Correr atrás dos sonhos que escondi em imensos baús de madeira fechados à sete chaves. Relembrar as músicas que eu gostava de ouvir... cantar alto... brincar... rir...


E com o tempo fui retomando cada pedacinho que deixei lá trás. Juntando, costurando, reconstruindo...


E aí vem aqueles que perguntam: “Vai viver do que? De sonho?” E isso muitas e muitas vezes me faz desacreditar que posso transformar um sonho em realidade.


Mas no domingo eu tive certeza que isso é possível. Fui assistir um show de patinação cujo nome era Celebração – 25 anos. E logo no início, um depoimento: “Conheci o João e ele também patinava. Buscamos, planejamos e compramos um galpão, pagamos com vários cheques.” Lutaram, construíram, buscaram e jamais desistiram de viver o sonho.


Um sonho que os ligou e os conectou com outras pessoas que também sonhavam, que sonham... E que acima de tudo acreditam!


No domingo eles celebraram 25 anos do início do sonho. Celebraram a vida, celebraram a vitória que conquistaram, por que decidiram viver o sonho.


Não se perderam no caminho, em meio a desculpas e dificuldades. Não deixaram as dúvidas e os medos os tirarem dos trilhos... bom, nesse caso, os patins... Um sonho construído sobre rodas que os levaram diretamente a uma feliz viagem pela vida.


Estamos na lua nova... um momento importante para fazer nossas escolhas. Iniciamos o mês de dezembro de 2019. Teremos alguns portais de energia, o primeiro é amanhã. E eu gostaria de perguntar: O que você anda fazendo com os seus sonhos? Onde você os guardou? Você vive o que sonhou viver?


Se você saísse e se olhasse com os olhos daquela criança que você já foi um dia, que sonhou... Que andou de bicicleta sem as mãos no guidão, sonhando com a liberdade de voar... Como será que ela se sentiria com as suas escolhas?


A minha certamente sentou e chorou. Por muito tempo ficou gritando comigo, sacudindo alguma roupa cor de rosa bem na frente dos meus olhos, para que eu olhasse para ela... mas chegou uma hora que ela desistiu. E chorou...


Mas uma coisa é certa: A VIDA SEMPRE NOS DÁ UMA NOVA CHANCE!


Eu agarrei a minha... aos 37 anos eu resolvi viver o meu sonho! Espero CELEBRAR os 5, 10, 15, 20 anos... Espero celebrar todos os anos a minha decisão.


E você? O que está decidindo fazer com a sua chance? Com o seu sonho?


EU SOU Gabriela Mund


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