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  • Gabriela Mund

Carta aos Empatas

Atualizado: 2 de nov. de 2019

Já escrevi esse texto a algum tempo, mas acho que vale a pena publicar de novo!


Passei a vida sem entender o que acontecia comigo. Eu não era igual aos outros. Olhava ao redor e não me reconhecia nesse mundo, e, sempre com medo, nunca tive coragem de ir em busca de entender o que acontecia comigo. O tempo passou, fases melhores, fases piores, tomando anti depressivos em dosagens bem altas para suportar tudo aquilo que acontecia dentro de mim, afinal, tinha dois filhos pequenos e não conseguia gerenciar a mim mesma, imaginem dois filhos, uma família, casa, escola, trabalho e tudo o que acontecia ao meu redor. Anos se passaram até eu conseguir aceitar que algo precisava mudar. As crises de pânico chegaram fortes, me cegavam, me levavam para ainda mais longe de mim. Terapias, remédios, crises de labirintite e enfim despertei. (acho que me chacoalharam!!!!!)


Comecei a estudar a espiritualidade, e de repente um mundo novo se abriu para mim. Isso foi há quatro anos atrás! Percebi facilmente que TUDO o que sentimos no nosso corpo é resultado dos nossos pensamentos, crenças e emoções, e para muitos isso pode parecer radicalismo, mas até o fato de num surto de gripe, por exemplo, o fato que leva algumas pessoas serem contagiadas pelo vírus e outras não, é o emocional. Mas vamos lá, não é esse o assunto hoje.


Continuei estudando, e precisei buscar mais. Ouvi falarem de “Fechamento de Plexo” e outras coisas desse tipo, mas nunca me convenci. Sempre faltava algo. Até que um dia, há uns dois anos e meio atrás, li um artigo sobre Empatas! Foi um momento mágico! Eu estava ali, dentro daquele texto, naquelas linhas, eu era aquelas palavras, eu era assim! Descobri então o que me acontecia. E melhor: eu não estava sozinha! Eu sou um Ser Empata e de certa forma, absorvo sentimentos e emoções das pessoas ao meu redor, ok. Essa informação num primeiro momento foi assustadora! Não era somente eu que “usava” meu corpo, a minha energia.


De certa forma, eu permitia que os outros influenciassem meu dia a dia de uma forma absurda. Pânico de lado, comecei a me observar em momentos críticos e simples, como levar um filho pra escola, encontrar uma amiga na rua, ir trabalhar, conversar com determinadas pessoas e percebi, que de fato, eu era assim! Uma esponja! Quanto mais eu percebia o que acontecia, mais eu me assustava e me preocupava em como me defender de tudo isso, por que, vamos combinar, que não é tarefa fácil absorver tudo assim, dessa forma.


Passado um tempo, e no final do ano de 2016, eu fiz uma super descoberta! Depois de muito ler, estudar, ir atrás, descobri que existem pessoas, que além de absorver a energia dos outros que estão ao redor, tem o dom de absorver o “inconsciente coletivo”, aquelas formas pensamento que pairam no ar em momentos críticos como carnaval, Natal, Reveillón, e essas eram as minhas piores fases. Um vulcão entrava em erupção dentro de mim, e tudo acontecia aqui dentro. Eu sofria muito.


Continuando tentando entender por que acontecia isso tudo, ouvi falar em crenças. Aquelas crenças negativas a meu respeito mesmo, e aos outros com relação a mim, e esse era o caminho de entrada para essa energia toda que vinha de “fora”.


Nesse momento todo aquele papo dos espíritas sobre “Reforma Intima” fez sentido. Se não conseguisse enxergar dentro de mim mesmo o que acreditava ser (negativamente), continuaria sendo “vítima” dos outros, quando na verdade, eu era vítima de mim mesmo.


Limpezas, choros, muito H´oponopono, muitas terapias, muita busca, muitos livros, muita informação. Muito tempo passou e eu sinto que ainda tenho brechas. Sinto que ainda absorvo determinadas energias de determinadas pessoas em determinadas situações, mas são menos que antes. E hoje me veio de forma clara, prática a resposta que tanto procurei, da forma que eu consigo compreender. Pratica e objetiva.


Estudando a Formação do Pensamento Lógico Matemático, a construção das operações, consegui perceber que:

QUALQUER NÚMERO MULTIPLICADO POR ZERO É IGUAL A ZERO


Parece obvio né? Mas se aplicarmos isso a nossa evolução, podemos perceber que uma faxina mal feita não vai ser suficiente para nos fecharmos. Pois a partir daí, do 0,1, qualquer número será multiplicado e dará um resultado.


Vamos mencionar o medo. Mais especificamente o medo de perder o emprego, que é uma questão bem atual no Brasil. Se você não for 100% seguro da sua capacidade, do seu talento, das suas habilidades e tiver 1 (representando em números) medo de ficar sem emprego, você irá sempre absorver o coletivo, pois você tem esse coeficiente para multiplicar.

A menos que esse valor seja zero, estaremos sujeitos a multiplicação das energias do outro ou do coletivo.


Ser empata significa também participar ativamente do mundo astral, podendo aumentar formas pensamento coletivas, contribuindo para o seu fortalecimento e crescimento.


Precisamos urgentemente fazer essa “limpeza”! Aceitar nossas sombras e acolhe-las de forma que deixem de multiplicar, aumentando ainda mais a egrégora negativa.


Se temos esse dom, temos o dever de ajudar a expandir e a multiplicar a Luz, o Bem, o Amor. Comecemos por nós! Enquanto tivermos altos e baixos precisamos estar atentos as nossas sombras, para podermos iluminá-las.


Certa vez perguntei a um Amigo do Alto, até quando eu viveria isso, e a resposta dele foi clara:


“Um dia sua Luz será tão forte, que as sombras não te enxergarão”


No dia em que não tivermos mais como multiplicar número nenhum, seremos a nossa própria proteção. A nossa Luz será a nossa própria Proteção.


O caminho é longo, mas temos ajuda e o momento é propício!


Um passo de cada vez, um pouco a cada dia. Coragem, força e muita, mas muita “auto” sinceridade. E então seremos apenas Luz!


Gabriela Mund


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