• Gabriela Mund

Diário de Campo - Semana 7 - NEI Rio das Ostras

Atualizado: 5 de jul.

Turma: Jardim


Professoras regentes: Cheila e Lisley


Data: 08/06



Planejamento:


Objetivos:

- Pintar o medo

- Descobrir como usar a água para limpar nossos medos

- Aprender a desapegar daquilo que não nos faz bem

- Ver um novo mundo sem medo e desenhar

Vamos pintar nossos medos? Sim... Podemos pintar os medos e tirá-los de dentro de nós e colocar eles no papel. E é isso que vamos fazer! Pintar e depois lavar. Já pensou? E depois, para preencher o espaço que o medo ocupava, vamos pintar um novo mundo sem medo.

Materiais:

- Papel A4 (escola)

- Papel A3 (escola)

- Tinta guache (Gabriela)

- Pinceis (escola)

- Potes para água (escola)

- papel toalha (escola)


E hoje foi dia de pintar! Pintar os medos, pintar um mundo sem medo!


Nessa idade, é preciso reforçar o aprendizados através de dinâmicas e vivências em diferentes formas de abordagem, para que possamos de fato tornar o objeto do estudo uma aprendizagem efetiva.


Então voltamos ao nosso "vermelho". Olhamos nossos medos e desenhamos eles. Logo após o desenho, colocamos todos num balde com água simbolizando que a água estava lavando os medos e que a partir daquele momento, eles não existiriam mais.


Os desenhos ficaram incríveis! As histórias sobre os medos também! Apareceram os medos da irmã e até de furacão. Alguns aspectos individuais foram percebidos e serão considerados pelas professoras durante as aulas.


Depois de lavar os medos, chega o tão esperado momento de pintar e criar um mundo sem medo. Aqui eles me surpreenderam!!!! Um desenho mais lindo que o outro. O registro final do que cada um desenhou está no video abaixo.


Obs.: Nesse dia a reflexão foi importante! Uma atividade direcionada a trabalhar os medos e depois liberá-los. Por fim desenhar um mundo sem medos, se transformou num momento de muito stress, tanto de alunos quanto de professores. E então surgiu uma reflexão: Porque é tão complicado lidar com a sujeira da tinta? Porque não podemos dar liberdade para essa atividade que é tão rica? Porque gera stress? Será que podemos considerar que a "arte" em si reflete de alguma forma uma "falta de controle" não condizente com o modelo de educação e disciplina que vivemos?

Podemos mensurar quantas crianças com habilidades imensas em artes, deixam de seguir esse dom pois as experiências durante essas atividades não são positivas e geram crenças limitantes a esse respeito? O mesmo pode ser considerado para as aulas de dança e música? De que forma trabalhamos as artes na escola?


Essa observação não foi feita apenas nesse grupo. Mas frequentemente me deparo com situações como essas e acho que vale a reflexão: COMO ESTAMOS CONDUZINDO AS ARTES NA ESCOLA?






























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