• Gabriela Mund

Nossos filhos, suas fases e a relação com o equilíbrio

Antes de começarmos...


O que significa equilíbrio? Segundo o dicionário Aurélio, equilíbrio: 1 - Estado de um corpo que se mantém, ainda que solicitado ou impelido por forças opostas. 2 - Igualdade das forças de dois corpos que obram um contra o outro. 3 - Igualdade. 4 - Boa inteligência, harmonia (dentro de um partido, entre partidos diferentes, entre nações, etc. 5 - perder o equilíbrio: cair.

Agora que conceituamos equilíbrio, vamos ver onde essa palavra cabe na nossa vida, pois ela é fundamental desde o momento que nascemos. Bom, desde que começamos a nos movimentar, sustentando a cabeça no colo de nossos pais, o equilíbrio é necessário. E daí por diante, engatinhar, primeiros passos, caminhar, correr, nossa, um grande passo para aquele ser que há pouco mais de um ano estava ainda, dentro da barriga de sua mãe. Mas a natureza é fantástica, pois ela literalmente coloca de pé um ser humano que acabou de nascer. Sair do berço e inaugurar a cama sem grades protetoras, mais um grande passo! Com o tempo surgem as brincadeiras, bicicleta, patins, patinetes, pranchas no mar, futebol na quadra da escola e um pequeno grande detalhe em comum: o equilíbrio!
E nessa fase focamos apenas no equilíbrio físico, afinal, essas são as etapas consideradas necessárias para o seu desenvolvimento motor.

Entretanto, com o tempo, quando se aprende a fazer tudo isso sozinhos, sem apoio, rodinhas, grades, ajuda dos pais e não há mais tombos, quedas e joelhos ralados, chega uma fase muito importante e marcante na vida de todos os seres, a adolescência. Nessa fase da vida, começamos a perceber que o equilíbrio mudou de cara, mas está aí, como uma nova etapa a ser conquistada. Aqui é preciso começar a aprender a equilibrar desejos e vontades, de forma madura, e não mais com atitudes infantis. As regras da casa e a vontade, as normas da escola e o desejo, o que se quer com o que é permitido pela idade, e aí nos deparamos com algumas manifestações de sentimentos como ansiedade, frustração, tristeza.

E nós como pais e mães como estamos lidando com isso? Nossos filhos estão aí para nos desafiar, para quebrar algumas regras que já são desnecessárias. Para questionar, brigar pelo que acredita, para transformar... Esse é o sentido da adolescência! Derrubar os tabus, falar de sexo abertamente, questionar as drogas, perceber o que é certo e o que é errado, muitas vezes precisando viver e quebrar a cara, sofrer e chorar! Mas é necessário.

E você como pai, o que faz? Permite tudo para facilitar? Proíbe tudo por que não tem outro jeito? Já tentou ser um pai amigo? Aquele que ouve, vai atrás do beijo de boa noite, respeita o silêncio. A propósito essa palavra respeito é interessante... nessa fase é importante manter o respeito, de ambos os lados. Como você anda lidando com os conflitos que são naturais da idade? Auxiliando? Apoiando?

Ninguém tem manual de instruções desses pequenos grandes seres humanos. Mas eles precisam aprender a viver. E as relações deles com o mundo dependerão muito da forma como nos relacionamos com eles dentro de casa. Pense nisso. Por mais rebelde que seu filho seja, sempre há algo de maravilhoso para ser explorado...
Eles vão arriscar, vão cair e levantar, muitas vezes vão se machucar, vão chorar e descobrir o mundo! A única certeza que eles precisam ter é saber que sempre há para onde voltar!

Gabriela Mund

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