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  • Gabriela Mund

Os Filhos das drogas

Nossa!!! Essa frase é forte não é? Concordo plenamente... ainda mais quando essas palavras vem de uma supervisora de uma escola básica que há alguns bons anos se dedica à educação! Imagino que eu tenha arregalado os olhos quando ela disse: esses são os Filhos das Drogas! Por que na hora ela já se “justificou”, ou melhor, esclareceu: não são apenas das drogas ilegais que encontramos tão facilmente por aí! As drogas das quais mais falo aqui são os antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e mais uma boa quantidade de remédios que são tomados indiscriminadamente hoje em dia. Remédios que são vendidos apenas com receita médica, devido às necessidades de cuidado no uso, vejo mães “trocando” até mesmo aqui, na porta da escola! Rivotril, fluoxetina, remédios para emagrecer, para dormir... elas trocam entre elas, sem qualquer acompanhamento médico, sem maiores esclarecimentos, por que uma delas sempre tem acesso a esses medicamentos e esse é o resultado! Crianças cada dia mais apáticas, sem condições emocionais e cognitivas de aprender. Elas nem sempre tem laudos médicos, mas em sala percebe-se que algo tem.

Esse é o resultado de mais essa atitude impensada! Crianças seriamente comprometidas a nível emocional e intelectual tendo que correr atrás do prejuízo por causa de uma atitude irresponsável para quem carrega alguém em seu ventre! Até quando iremos testemunhar situações assim? Até quando mulheres que carregam vida em seu ventre ou alimentam vida com seu leite irão agir de forma tão inconsciente? As dificuldades de aprendizagem são muitas e crescem a cada dia. As estatísticas são assustadoras... e onde estão os princípios dessa sociedade? Onde? Até quando inocentes pagarão esse preço? Até quando mães farão isso com seus filhos?


Os Filhos das Drogas estão aí para quem quiser ver e agora cabe ao município, ao estado e à nação buscar uma solução para resolver esse problema, que não se resume hoje a consertar os desajustes da infância que não está apta a aprender, mas de mulheres que não estão aptas a gerar vidas, de famílias que não estão preparadas para lidar com as dificuldades daquele pequeno e muitas vezes nem tem condições emocionais nem financeiras para tal. Os problemas envolvem a saúde, envolvem a educação, envolvem inúmeros departamentos de uma sociedade e é urgente que uma solução seja pensada e colocada em prática.

Educação é a base de toda sociedade. Por isso meu trabalho começa nas escolas, por que é de pequenos que eles precisam aprender a ter calma, a cuidar da vida, a gerar vida conscientemente plantando sementes, construir um futuro, buscar equilíbrio... são tantas as coisas que parece ser impossível! Mas somente será impossível se ninguém tentar! Um passo de cada vez... em busca de um futuro melhor, que contrarie as estatísticas.


Gabriela Mund


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