• Gabriela Mund

Porque sair da Zona de Conforto dói?


Às vésperas de mais um grande portal, envolvida em toda essa energia presente mais intensamente desde o último dia 24, me fiz essa pergunta repetidas vezes, de vários jeitos, utilizando várias formas de comunicação comigo mesma e com Deus.


Felizmente as respostas sempre chegam de um jeito sutil ou bastante intensas, mas elas sempre chegam, e levei um tempo para conseguir interpretar e chegar a uma conclusão que me fosse satisfatória. Como sempre precisei viver, precisei sentir para então entender.


Há alguns anos eu parei de correr, porque me casei, tive filhos, mudei de vida e enfim, a corrida não cabia mais naquilo que vivia. Então, há pouco tempo resolvi retomar essa paixão e me movimentar no sentido de voltar a correr de verdade. Eu estava há quase 20 anos parada, apenas dando umas caminhadas de vez em quando e obviamente andando de roller... mas nada de correr...


Quando consegui tomar a decisão de ir correr e de fato fui, encontrei um obstáculo que eu não sabia que existia. Surgiu uma dor no quadril que eu nunca tive. Tentei uma, duas, três, quatro vezes, mas a dor insistente me fez desistir por alguns dias... precisei parar e entender.


No último final de semana compreendi que sem ter nada físico porque nunca tive dor no quadril, a dor devia ser o resultado de algum bloqueio energético na região do quadril e fui investigar. De fato o quadril fala do medo de dar o próximo passo... E de alguma forma, me encontro exatamente nessa posição hoje.


Então decidi ir correr de novo consciente da necessidade de “dar o próximo passo” sem sentir dor, sem ter que pesar... e sem ter que desistir... E assim eu fiz... 6,5km alternados de corrida e caminhada e fechei aquele dia sem dor. No dia seguinte a dor voltou. Fiz reiki, meditei e descobri que não basta mais ser apenas consciente do porquê. É preciso entender o propósito... nesse caso, da dor.


Passei a semana trabalhando mentalmente e fazendo reiki em mim mesma, tentando entender, junto com um monte de outras questões que todos estamos vivendo, o tal “próximo passo”. Qual seria ele?


Enfim compreendi que cada vez que avançamos no processo de despertar, cada descoberta que fazemos precisa ser mais responsável e muito, mas muito mais consciente. Há um tempo bastaria entender o bloqueio do fluxo para aliviar o sintoma físico. Há um tempo bastava entender que o rim dói por medo, sem ter a necessidade de saber “medo de quê”, sem ter essa necessidade de compreender a profundidade do medo e tudo passava.


Então, voltando ao título desse texto... Precisei sair da zona de conforto (voltar a correr) para sentir a necessidade de me olhar novamente. De olhar para a dor no corpo. De olhar com carinho para aquilo que meu veículo de aprendizagem nesse universo chamado Terra está querendo me mostrar. E mais uma vez ele, esse corpo, foi o meu Mestre. Ele me apontou o que precisava ser revisto, ser atualizado, ser reprogramado e ser curado para que eu pudesse seguir no meu caminho.


Muitas vezes começamos uma terapia, ou fazemos um curso, quem sabe começamos uma atividade física e de repente a vida parece que vira do avesso. As dores aparecem, as dúvidas consomem e acabamos voltando um passo atrás para parar de doer o corpo e a alma. Desistimos da terapia porque mexeu em algo que não queríamos ver. Paramos a atividade física porque o corpo “está velho” demais para isso... ou ainda esquecemos o conteúdo do curso e fingimos nunca ter tido acesso aqueles conhecimentos... e assim seguimos...


Mas pode e deve ser diferente... precisamos entender que dói porque nosso corpo fala através da dor, assim como uma criança chora para dizer que está com fome.


Se desistimos não resolvemos o problema, apenas amenizamos o sintoma, mas a dor continua... em algum lugar, em algum corpo, em algum canto.


Ainda não aprendemos a nos ouvir... ainda não aprendemos a sutileza da intuição que nos comunica com amor. Ainda precisamos que nosso corpo nos fale de forma intensa e até “agressiva” através da dor. De qualquer um dos jeitos, somos nós tentando nos comunicar conosco. Somos nós buscando nos melhorar baseado naquilo que somos, que já vivemos e principalmente... somos nós nos oferecendo o melhor remédio para nós mesmos... aquele que só serve para nós... aquele que vem de dentro... aquele que tem um nome clichê conhecido como auto conhecimento... para que enfim possamos assumir a responsabilidade por nosso EU todo.


Enfim... tudo isso foi pra dizer: SE DOER, NÃO DESISTA! SE DOER, SIGA EM FRENTE! SE DOER BUSQUE-SE! SE DOER, ENTENDA! SE DOER SE CUIDE, SE AME, SE TRANSFORME, SE REINVENTE.


Se doer, busque se dar um colo e compreender o quanto você mesmo precisa dessa dor para crescer e aprender.


Se doer, não pare... continue...


Amanhã teremos um portal intenso: 8/8, Portal de Leão... Hoje é dia de concluir alguns aprendizados e então chegar nesse ápice do portal sabendo qual caminho seguir, que direção tomar.


Que tenhamos consciência de que estamos aqui para nos superarmos todos os dias, e esse é o nosso maior trabalho.


Um ótimo final de semana de conclusões e fechamentos... O Universo aguarda por isso... e todos nós também. Afinal, SOMOS TODOS UM.


EU SOU Gabriela Mund




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